Alice no País das Maravilhas em mangá pela NewPop

Todos conhecem a história de Alice e suas aventuras no país das maravilhas, mas você nunca a viu contada dessa forma!
Alice é uma garota curiosa e animada, daquelas que não conseguem parar quieta, sempre agitada e procurando diversão. Em um momento de puro tédio, avista um pequeno coelho com roupas olhando preocupado para seu relógio e murmurando que está atrasado. É claro que a jovem Alice – supercuriosa – persegue o bichinho e acaba caindo num buraco. E é assim que nossa protagonista vai parar em corridas sem sentido, festas do chá malucas, campeonatos de cróquete com flamingos e nas situações mais inusitadas!
Nessa versão, da autora Sakura Kinoshita, encontramos uma Alice mais engraçada e sapeca, mas sem perder a fidelidade à obra original. A obra é baseada diretamente no livro “Alice no País das Maravilhas” de Lewis Carroll, que também ganhou um desenho animado da Disney. Mais recentemente a continuação do livro, “Alice através do Espelho”, ganhou um longa sob direção de Tim Burton, que ainda está para ser lançado no Brasil.
Alice no País das Maravilhas, trazido pela editora NewPOP para o Brasil, promete muitas risadas, diversão e nostalgia, com o belo traço característico de autora. Além disso, a aventura é toda colorida de cabo a rabo!

A AUTORA
Sakura Kinoshita é famosa no mundo por ser a autora de “Mythical Sleuth Loki” (que teve seu animê exibido no Brasil pelo Animax) e “Tactics”. Este é seu primeiro trabalho a ser licenciado no Brasil! A autora possui também várias obras de conteúdo yaoi, que assina sob um pseudônimo, e é uma escritora ávida de doujinshis (inclusive das próprias séries). É uma importante autora do Japão e que tem uma boa relação com os fãs.

Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland Fushiginakuni no Arisu)
Criado por Sakura Kinoshita
Baseado na obra de Lewis Carroll
Volume único (completo)
Formato: 15 x 19 cm – 80 páginas (64 páginas coloridas)
Capa Cartonada 4×1 com Orelha
R$ 12,00


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A Arte de Escrever Bem

Para aqueles que estão interessados em se tornarem roteiristas, um excelente material de referência para aperfeiçoar seus trabalhos é o livro “A arte de escrever bem – um guia para jornalistas e profissionais do texto” de Dad Squarisi e Arlete Salvador, publicado pela Editora Contexto. Com uma linguagem simples e pouco mais de cem páginas, a obra explica como se pode produzir um texto, jornalístico ou não, com qualidade e conteúdo objetivo. É indicado tanto para jovens iniciantes como para escritores mais experientes.

Abaixo um pequeno trecho do capítulo “A garimpagem do óbvio – A arte de pensar”:

“A receita para escrever texto jornalístico funciona bem porque ensina a pensar. Quem já passou horas diante de uma tela em branco do computador em dúvida sobre por onde começar sabe o que é angústia… Tanta dor tem uma causa. O texto passa a existir muito antes de tomar corpo na tela. Nasce, primeiro, na cabeça do autor. A habilidade de escrever é resultado da habilidade de pensar – pensar de forma ordenada, lógica e prática. Sem esse exercício, não há como encher a tenebrosa tela branca.
Assim, gaste tempo pensando sobre o que você quer escrever e, só depois, com um roteiro à mão, sente-se à frente do traumatizante computador. Ele se transformará naquilo que é – valioso instrumento de trabalho. A fonte de onde brotarão idéias, frases inteligentes e conceitos consistentes está no cérebro. A máquina não substitui o maior e mais fascinante talento do homem, a capacidade de pensar. Graças a Deus.”


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Apresentação de trabalhos para editoras

Uma dúvida muito comum dos jovens desenhistas é: como apresentar material para um editor?
Por esse motivo, resolvemos postar alguns passos importantes para um candidato a quadrinhista/roteirista seguir:

1º Tenha certeza de que seu traço é bom

Na prática, isso significa que não é você que tem de achá-lo bom, mas sim, aqueles que o vêem! Isso deve ficar bem claro. Por bom, você deve compreender que seu traço deve ser bem feito, independente do estilo, que você tenha domínio sobre a técnica. Isso significa não só desenhar homens e mulheres, mas crianças, velhos, animais, cenários e o que aparecer pela frente. Se você pretende desenhar quadrinhos, isso significa saber desenhar de tudo. Não subestime diagramação; ela é a alma da narrativa desenhada e também tem que dominar isso.

Perguntas frequentes:

1. Como posso saber se meu traço é bom?

Geralmente quem começa não tem o “olho treinado”, por esse motivo, muitas vezes não consegue perceber seus erros. É por causa disso que treino constante e por um período de meses é necessário. De tempos em tempos, os desenhos devem ser apresentados para um profissional com o olho treinado, a fim de poder dar um parecer. Apenas cuidado: expor trabalhos na internet para qualquer pessoa ver, irá expô-lo a todo mundo; desde bons profissionais até gente que só sabe dizer o que acha baseado em seus gostos pessoais. Fique atento às críticas e esteja preparado para mudanças afinal, se deseja saber se é bom, tem que estar consciente que, no momento, você pode não sê-lo.

2. Se meu traço for bom, significa que vou publicar?

Isso não depende só do seu traço, mas de um conjunto de elementos: seu traço ser bom não significa que seja um traço comercial. O conjunto de história, capacidade de trabalho regrado, material bem acabado, ajuda muito a aumentar pontos na possibilidade de publicação.

3. Meu traço tem de agradar todo mundo?

Não. Seu traço não tem de agradar todo mundo porque isso é impossível, nem os mangakás japoneses conseguem isso. É importante que você entenda que irá trabalhar para um grupo de leitores que pode ser médio ou grande, mas não para todo mundo. Outra dica importante: se mesmo sendo bom e tendo preenchido os requisitos, um editor não quiser publicar seu trabalho, não desanime. Nem todos os editores estão dispostos a arriscar e você não pode desistir de primeira, às vezes a próxima oportunidade está na esquina.

2º Saiba dominar arte-final e alguma técnica de coloração

Se quiser desenhar quadrinhos, tem que saber passar tinta e pintar. Cada processo é diferente e exige estudo e tempo de dedicação. No caso do mangá, inclua aplicar retículas. Se não dispõem de ninguém que faça isso para você, é bom começar a estudar!

Perguntas frequentes:

1. Preciso de material importado para fazer quadrinhos?

Não, mas tecnicamente faz diferença ter bom papel e tintas. Isso depende muito de sua capacidade. É importante lembrar que bons materiais refinam o acabamento, mas não fazem seu traço ficar melhor. Quem desenha mal, continuará desenhando mal em papel importado… mal e mais caro!

2. Computadores são necessários?

Em geral, sim. Seu trabalho não termina só no lápis e na tinta, na maioria das vezes. Mesmo que disponha de gente para te ajudar nas etapas seguintes de tratamento de imagem e acabamento, terá que ter um para enviar o material. Lan house quebra galho, mas não salva sempre. Outra coisa, erros de nanquim são limpos em geral no computador e não à mão. A coloração digital também é muito cotada, pois a imagem não necessita de escaneamento (já foi escaneada antes de ser pintada) e nem de retoques digitais provenientes das divergências de leitura de cores dos scanners.

3º Prepare um portfólio corretamente

Caso preencha bem os requisitos acima, pode preparar um portfólio para apresentação profissional.
O que esse portfólio deve conter: desenhos a lápis com traço firme e limpo, desenhos feitos na tinta e desenhos colorizados. Ilustrações com cenários, personagens de corpo inteiro – ninguém quer ver gente pela metade – ilustrações compostas com mais de um personagem (aí pode ter montagem e gente pela metade), estudos de expressão facial de personagens, sketchs dessas personagens e, no mínimo, uma sequência de cinco páginas totalmente prontas de uma história em quadrinhos para que se possa avaliar sua arte sequencial e diagramação. Tudo recente.

O que não deve conter: desenhos antigos – nenhum editor quer ver como você desenhava aos dez anos ou está interessado na evolução do seu traço. Estudos de mãos, pés, cabeças, coisas assim – não é uma aula de anatomia; se você desenhou os personagens de maneira correta, o editor verá que você sabe fazer tudo isso, não precisa ver suas aulas de desenho. Panfletos, revistas, ou cartões de pizzaria – isso é um portfólio, não sua pasta pessoal. Lembre-se: um portfólio deve ser limpo e organizado por itens. Separe ilustrações a lápis, a tinta e a cores, assim como deve separar quadrinhos de sketchs. Como disse antes, um portfólio não é uma pasta pessoal, evite as coloridas ou desenhadas. Deve ser uma pasta sóbria, sem estampas – o que deve ser realçado é sua arte. O editor não está interessado em saber se você gosta da Hello Kitty ou do Naruto.
No caso de um portfólio digital, mande uma pasta virtual contendo imagens com identificação precisa no nome dos arquivos (por exemplo, para uma sequência de cinco páginas de quadrinhos, pode criar cada página com denominações tipo “amostraHQ_pg01, amostraHQ_pg02,” etc…), e se possível, coloque marca d’água sobre cada imagem. Todas as imagens devem estar em JPG e com baixa resolução, nada com mais de 100dpi.
É importante que você compreenda que o portfólio é o primeiro contato que um editor tem com você. É o seu verdadeiro cartão de visitas. Através dele, este saberá muitas coisas sobre seu modo de trabalhar e poderá se mostrar interessado em ver seu projeto completo.

Perguntas frequentes:

1. Se eu não tiver nenhum personagem meu, ou nenhuma história, como eu faço os sketchs de personagens ou as amostras de páginas?

Você pode criar personagens só para mostrar toda a sua capacidade criativa. Não se esqueça de caprichar em tudo. Já que pode criar qualquer coisa, mostre que sabe fazer bons figurinos. Se não tiver um roteiro original, escolha uma pequena fábula ou até um trecho de um livro e adapte, mas atenção: procure boas seqüências, nada muito parado senão o editor não verá tudo que você pode fazer.

2. Devo deixar materiais originais para o editor analisar?

Geralmente os editores evitam isso e não é comum pedirem. Sempre evite deixar originais, procure deixar cópias só se for solicitado. Com a internet é mais comum enviar um portfólio digital para o editor e aí você não terá problemas de fazer cópias. Se o portfólio contiver material ligado a obra original, é bom fazer o registro de direitos autorais na Fundação Biblioteca Nacional da sua história, antes de liberar qualquer coisa para um editor desconhecido.

4º Esteja preparado para responder perguntas

Nunca fique na dúvida e fale com certeza. Não minta sobre prazos! Se mentir será pego nela ao mostrar que não rende o que falou. Calcule seu tempo de produção de uma página de quadrinhos completa, de uma ilustração PB e de uma arte a cores. O tempo é a coisa mais importante para o editor quando se trata de trabalhar com você.

Perguntas frequentes:

1. Quanto tempo se leva para fazer uma página em média?

Geralmente se conta um dia por página de quadrinhos completa ( isso inclui, lápis, tinta e acabamento), mas como geralmente os desenhistas trabalham por etapas – muita gente desenha tudo e depois faz o resto – você estima que deve desenhar de duas a três páginas por dia (lápis) para ter um bom ritmo, mas isso só no caso de só fazer isso e não trabalhar, nem estudar. Alguns mangakás que trabalham sozinhos levam em média 60 dias para fazer aproximadamente 30 páginas.
Tempo de produção é algo que varia bastante de um desenhista para o outro. O que não pode mesmo é ficar parado e enrolar para fazer o trabalho.

5º Apresente um projeto consistente

Nada de idéias, exibições de Power Point, ou discursos sobre como sua história é fantástica! Fatos! O editor trabalha com fatos, coisas concretas. Sua história pode ser original, fabulosa, romântica ou cheia de mistério, mas tem de vir acompanhada de um roteiro totalmente escrito – essa dica é também para os roteiristas – e de páginas desenhadas, pelo menos no lápis. Não é bom apresentar um projeto todo pronto já, na tinta, pois o editor pode querer que você mude algum detalhe. Ele é visual, precisa ver sua arte – isso começa no portfólio – e depois ver como você trabalha, na prática – mostrando seu projeto já em andamento. Editores só adotam projetos sem ver páginas desenhadas se já conhecem o trabalho dos desenhistas. Para os novatos é obrigatório mostrar serviço!

Perguntas frequentes:

1. Eu tenho uma boa história, mas não a escrevi totalmente. Posso apresentá-la ao editor?

Duas coisas que editores não costumam fazer no Brasil: comprar um projeto sem saber quantas páginas tem e ler um roteiro inteiro. Se o seu roteiro não está pronto, termine; acredite, vai precisar saber quantas páginas serão desenhadas, pois é uma das primeiras coisas que o editor vai te perguntar. Ele precisa dessa informação para poder fazer um orçamento na gráfica, caso se interesse em publicar seu trabalho.

2. Minha série foi inspirada num mangá famoso. É uma boa jogada?

Não. É a pior viagem. Esse papo de fazer séries porque viu uma no mesmo estilo é suicídio profissional. Tem de saber separar as coisas: você pode fazer uma série de luta, por exemplo, mas evite conotação com séries populares tipo Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco ou Naruto. Tem tantos jeitos de contar uma história desse tipo! É só se esforçar um pouco mais e estudar outras possibilidades bebendo de fontes históricas, mitológicas e até de ficção-científica. Material bom para dar base a aventuras originais é o que não falta! Muita gente aposta nisso pensando “Se fizer uma série no estilo do mangá X ficarei famoso depressa”. É… ficará sim, famoso como plagiador!

6º Comece com coisas pequenas

Sua saga tem trinta volumes? Esqueça por enquanto. Tem que começar com coisas menores. Trabalhar com projetos pequenos e de rápida publicação. Oneshots são muito populares na tendência de vendas do Brasil. No máximo trabalhos de dois volumes. Isso já será um grande desafio, acredite. Se conseguir produzir histórias menores, estará abrindo caminho para coisas maiores e mais elaboradas, mesmo porque ninguém disse que histórias curtas não podem ser boas. Tem de ser flexível, se não conseguir se adaptar, não conseguirá chegar aonde quer.

Perguntas frequentes:

1. Tenho uma série minha. Quero começar por ela, mas o que faço se o editor me propuser outro trabalho?

Primeira coisa: se sua série for muito grande, mude e comece a oferecer algo menor. Em segundo lugar: analise o que o editor está te propondo. Se for um roteiro bom e não for nada muito extenso, vale a pena pegar o projeto para depois tentar publicar algo seu. Mas cuidado, tem que ver se o roteiro é bom mesmo. Tem alguns editores que tem umas idéias sofríveis e acham que é o máximo. Infelizmente, o ego impera muito mais do que a racionalidade e a técnica em certas editoras.

2. Devo me associar a outro roteirista se tiver um projeto muito grande e não tiver nada pequeno em mente?

È sempre uma boa possibilidade, mas aconselhamos a ser cauteloso na escolha. Lembre-se que, além de ter uma boa história você tem que ter uma boa “química” de trabalho com o roteirista porque vocês terão de trabalhar juntos até o fim do projeto e isso pode demorar bastante.

7º Crie sua estrutura

Não, editores não vão pegar suas páginas originais e fazer todo o resto para você. Isso deixou de ser prática há muitos anos no Brasil. Você também tem que entender que não está no Japão e aqui nunca será o Japão. Não há assistentes batendo na sua porta e nem tampouco você tem condições de pagar um salário ou uma gratificação pelo trabalho deles. Editoras no Brasil recebem o material pronto, na maior parte dos casos. Você terá que fazer tudo, na maior parte do tempo, portanto deve se preparar – suas etapas iniciais vão desde a produção de roteiro e pesquisa, até a tinta no papel; o estágio seguinte é o escaneamento, tratamento e acabamento das páginas. Todo esse processo é feito no computador, isso significa que você terá de dispor de uma boa máquina com os programas adequados e, principalmente, saber usá-los. Nesse caso, comece a juntar dinheiro e a estudar todas essas coisas. È bom e natural um desenhista ou roteirista trabalhar em outras atividades para ter um alicerce sólido e poder se dedicar com calma aos quadrinhos. Se tiver uma boa base econômica nunca vai ficar reclamando que não pode fazer nada porque não tem dinheiro, além de ter poder aquisitivo para comprar equipamentos adequados ao seu trabalho.

Perguntas frequentes:

1. Que tipo de softwares geralmente se usa para produzir quadrinhos?

Geralmente são usados: Photoshop (para tratamento, limpeza, montagem de página, aplicação de retícula e certos tipos de coloração e efeitos – esses dois últimos são facultativos), CorelPainter (para coloração digital) e ComicStudio/MangaStudio (para montagem de página e aplicação de retícula). Existem outros programas que podem incrementar sua produção, caso queira estudos mais detalhados de cenários ou vídeos para fazer animações de propaganda de seus quadrinhos, mas tudo isso já é opcional. Também é interessante conhecer um pouco sobre preparação de arquivos para gráficas a fim de saber como isso é feito e para não ficar tão por fora quando conversar com o editor.

2. É muito difícil montar uma equipe?

Com certeza você não encontra isso na esquina. No Japão, que tem estrutura, isso é complicado, imagina aqui! É difícil encontrar gente disposta a se jogar de cabeça num projeto sem ganhar dinheiro, na hora, com ele. Infelizmente poucas pessoas apostam numa idéia e acreditam na força de uma história. Isso dificulta muito montar um grupo coeso e profissional, mas não é impossível.

8º Saiba fazer escolhas

Isso significa ter prioridades. Começa por um fato simples: gostar de desenhar não é a mesma coisa que trabalhar com desenho. Na maior parte do tempo você estará envolvido com coisas que não tem nada a ver com desenhar só o que você gosta, mas sim, desenhar muitas outras coisas, como cenários, móveis, animais e vai por aí afora. Se quiser ser um desenhista deve estar ciente disso. Tem que estudar de tudo e fazer de tudo. O tempo também será questão crucial para você e terá que abrir mão de muitas coisas. Desenhar e produzir toma muito tempo e isso significa que você terá que fazer escolhas relativas ao seu futuro. Definitivamente, desenhistas não são baladeiros profissionais nem passeiam fins-de-semana inteiros. Isto também vale para os roteiristas!
A questão financeira também conta muito: remuneração imediata acontece em poucos casos. Trabalhos feitos para editoras geralmente funcionam na base da porcentagem em vendas, por isso é bom ter outras fontes de renda para manter sua estrutura de trabalho. Essa é uma profissão que exigirá muito de você no quesito tempo. Esteja ciente de tudo isso para não ter do que reclamar depois.

Perguntas frequentes:

1. Se ganha bem nesse mercado?

De cara, você não vai ganhar nada. Com sorte, elogios ao seu trabalho. Terá que aprender a ter paciência. Você não está num mercado pronto, está num mercado em formação! Será um pioneiro, como os poucos artistas mais velhos que existem atualmente. Fará escolhas e a primeira pergunta que tem que fazer é: “Por que estou fazendo isso? Por grana ou por amor a esse trabalho?” Se for por grana, vai ter uma tremenda decepção: não que você nunca irá ganhá-la, mas muitas vezes terá que passar sem ela se quiser contar as suas histórias. Geralmente os desenhistas que ganham mais dinheiro são os que não têm obras autorais, pois trabalham para editoras já estabelecidas em cima de obras alheias, já consagradas. Fazer algo novo e começar do zero é complexo e exigirá muito de você. A única coisa que irá mantê-lo de pé na maior parte do tempo será a convicção de que estará fazendo algo para as pessoas, que deixará sua marca nelas.

2. No exterior é mais fácil conseguir trabalho?

Não. Lá você terá que competir com muita gente fera, além de ter a desvantagem de ser estrangeiro. Ao contrário daqui, os países lá fora valorizam muito os seus artistas e os priorizam, existem até leis nesse sentido, coisa que só está sendo sugerida com mais veemência agora. Portanto, não tenha a ilusão que é moleza publicar algo lá fora. Geralmente eles contratam desenhistas para fazer suas histórias e não para criar projetos autorais. São raros os casos onde desenhistas conseguem fazer trabalho com roteiros deles ou de outros brasileiros, no exterior.

3. Preciso de uma faculdade para ser desenhista de HQ?

Não, mas isso não significa que não tem que estudar e muito para ser um profissional de ponta, quando se trata de mangá. As faculdades de artes e design podem te dar base de algumas coisas, mas não são boas quando se trata de HQ em geral. Eles tratam esse tema com muito descaso e ainda existe muito preconceito no mundo acadêmico. O ideal é fazer uma faculdade para trabalhar em algo a parte (uma segunda profissão) e estudar o que necessita, para trabalhar com HQ, por fora. Mas é sempre aconselhável ter uma boa base de história da arte, por exemplo. Nada como boas fontes para ter boas idéias! Outra coisa: português é fundamental! Não interessa o que leu na internet em chats ou fóruns sobre esse assunto. Sempre será exigido bom português. Quem não sabe escrever não deve se aventurar a fazer roteiros sem aprender boa gramática, primeiro!

Bem, estes são alguns dos pontos mais importantes para se ter uma idéia de como é esse mercado e de como se deve proceder. É claro que existem exceções, mas como o próprio nome diz, são exceções. Então, é bom o futuro profissional estar preparado para o mercado que encontrará e não ter ilusões. Este é um mundo de muito, muito trabalho!
Se o leitor tiver alguma dúvida, estamos aqui para tirá-las.

Boa sorte! ^___^


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Fanarts de Zucker!

Terminamos o ano de 2009 com Zucker nas bancas e mensagens legais de leitores elogiando o trabalho. Agora é nossa vez de prestigia-los ^_____^
Abaixo alguns fanarts do pessoal referente a série. Valeu, gente!


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Boas Festas!

Este ano ficamos muito felizes com os trabalhos que realizamos. Tanto pelo fato de Ronins ter sido totalmente publicado no Brasil, como pela estréia de Zucker. Sim, existem muitas outras coisas a serem feitas, e estamos realizando dentro de nossas possibilidades, mas o mais importante é que iniciamos um processo de publicação contínua, com Zucker, que esperamos que tragam frutos não apenas para nós, mas para todos os artistas nacionais que queiram realmente se engajar nessa idéia. Ano que vem, virão outros trabalhos e, esperamos, mais algumas boas novidades.
Agradecemos a todas as pessoas que nos apoiam e a todos os comentários legais que recebemos via e-mail dos leitores.
O Studio Seasons deseja a todos os leitores nacionais um excelente Natal cheio de “Amor Universal” e um Próspero Ano Novo, onde seus planos possam se concretizar com bons alicerces e muita confiança em si mesmos.

Um grande abraço! ^______^


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Um Litro de Lágrimas –

No ano de 1962 nascia no Japão a garota Aya Kito. Ela tinha uma vida comum, até que na adolescência descobre que possui uma doença incurável. A Degeneração Espinocerebelar é uma doença que faz a pessoa “quebrar” aos poucos, atrofiando o cérebro e tirando a capacidade de se equilibrar, de andar e, depois de um tempo, até de falar. A doença não possui cura, mas é possível fazer um tratamento para retardar os sintomas da doença.
A mãe de Aya sugere que ela escreva um diário para o médico saber como estava o cotidiano dela e ver o quanto a doença afetava a vida da garota. Mas Aya foi além: começou a colocar seus pensamentos, o que a consternava e o que pensava e sonhava para o futuro. Haveria um futuro para ela?
O diário de Aya foi publicado no Japão originalmente para a comunidade que possui problemas físicos, mas a história dramática da garota transformou o livro em algo atrativo para todos. O livro foi publicado em 1986, e Aya tinha apenas 23 anos de idade, mas já não conseguia escrever e falava com a ajuda de uma pequena tabuleta que continha todas as letras do alfabeto japonês.
Em 2006 foi lançada no Japão uma versão televisionada com atores reais baseada no diário da garota, que voltou a colocar o livro na lista dos mais vendidos (com a impressionante marca de mais de 1,8 milhão de cópias vendidas). Já no ano anterior à novela japonesa, a editora Gentosha publicou o mangá de 1 Litro de Lágrimas em volume único, escrito e desenhado por Kita. O mangá segue o livro original de 1986 e conta a história da Aya Kito e toda sua jornada para se adaptar à doença.

E é com muito prazer que a NewPOP Editora anuncia a vinda de 1 Litro de Lágrimas ao Brasil em português, para que cada vez mais pessoas conheçam a comovente história de Aya. Emocione-se com as duras provas que a garota precisa para se manter viva, sua relação com os amigos, sua paixão platônica não correspondida e uma verdadeira lição de vida. Afinal, para se dizer algo difícil com um sorriso no rosto, é necessário mais ou menos um litro de lágrimas derramadas.

“O fato de eu estar viva é uma coisa tão encantadora e maravilhosa que me faz querer viver mais e mais.” (últimas palavras de Aya em seu diário).

1 Litro de Lágrimas
Ichi Rittoru no Namida
R$14,00
Volume Único – 176 páginas – 12,7 x 18,9 cm – papel offset – capa cartonada
NewPOP Editora
Autora: KITA
ISBN: 978-85-60647-29-3


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Manual do escritor ^_____^

Com o novo impulso do mercado nacional para títulos feitos por aqui (algumas editoras começam a repensar nessa possibilidade) achei interessante postar um material para auxiliar os jovens candidatos a roteiristas.
Li um artigo que saiu na folha de São Paulo em 16 de Agosto de 2009 falando sobre oficinas literárias e, me chamou a atenção o tópico “O que fazer com um texto” onde três professores de oficinas literárias (Luiz Antonio de Assis Brasil, Marcelino Freire e Luís Augusto Fischer) destacam regras básicas de leitura e escrita. É um material muito bom, pois as dicas servem para escritores que desejam iniciar seus trabalhos. Com base em algumas dicas destes três profissionais, fiz uma pequena lista de ações para auxiliar roteiristas experimentais.
Uma coisa que o roteirista tem de entender é que um bom escritor, antes de tudo tem de ser um bom leitor. Se você não sabe lidar com um texto, como leitor, terá dificuldades de criar qualquer coisa nesse sentido.

Aqui vão algumas dicas sobre como ler uma obra.
1. Livros badalados não são necessariamente livros excepcionais. Um livro é bom quando se passam alguns anos e ele ainda “respira bem”
2. Clássicos são bem construídos – se não consegue lê-los, a culpa não é deles. Cada obra pertence a sua época. Veja onde se encontra a dificuldade; muitas vezes um dicionário ajuda com palavras desconhecidas e sim, ele é feito para ser usado! Pode ser que a leitura exija alguns conhecimentos extras (um texto mais científico, por exemplo), então, se deseja ler o texto mesmo, busque material de apoio.
3. Alguns textos devem ser lidos mais de uma vez para serem compreendidos. Em alguns casos é bom o leitor deixar passar um tempo e pegar a obra depois para ser lida numa nova tentativa.
4. Um texto literário é uma obra artística em potencial e tem o direito de ser como é. Isso significa que a leitura deve ser respeitosa e o leitor deve estar disposto a receber as informações como o autor as concebeu. Se um texto mexe com o leitor, é um bom sinal; um livro é feito para ser sentido, não entendido.
5. Impressões sobre textos são coisas muito particulares. Cada pessoa terá uma opinião diferente; é como filme – só vendo para tirar suas próprias conclusões.
6. Só porque você não gosta de um texto, não significa que ele é ruim; só significa que não é do seu gosto. Lembre-se disso na hora de avaliar esse material. Para um texto ser considerado falho, ele deve possuir erros técnicos.

Algumas dicas para escrever:
1. Ler muito ajuda a escrever bem; faz com que você desenvolva um sentido para a linguagem narrativa, observando o trabalho de outros autores.
2. Se a frase está estranha, reconstrua de outra maneira. É preferível uma linguagem mais simples e direta do que muito rebuscada e errada.
3. Ler em voz alta o que escreve e estar atento ao tempo das falas. É muito comum certas frases tornarem-se monólogos, sem querer. Ouvir a própria voz nos dá uma boa noção de como o texto flui.
4. Desconfie do texto que sua mãe gostou, isso inclui amigos entusiastas!
5. Lembre-se que não está escrevendo para você, mas para os outros. Tem de se fazer compreender pelo leitor. Sim, você tem até o direito de radicalizar, mas o leitor tem o mesmo direito de abandonar seu trabalho.
6. Tratar o leitor com respeito é bom, assim como saber para quem se escreve. Você nunca agradará a gregos e troianos. Terá um público que se identificará com seu trabalho.
7. Deve contar com o que o leitor sabe, ou não. Se escrever algo complexo ou que exige conhecimento extra do leitor, o mínimo que deve fazer é não deixá-lo boiando no assunto. Algumas notas ajudam bastante.
8. Escreva sobre o que você conhece bem, mesmo que seja sobre um planeta alienígena. O autor tem o compromisso de ser real com o leitor, ainda que sua história seja uma ficção. Se você escreve uma ficção, pretende que o leitor acredite nela; deve dar todas as informações e assumir o compromisso de contar tudo que interessa para que a história aconteça.
9. Escreva num lugar tranqüilo. Ouvir música é bom, mas cuidado para não perder o ritmo do que está fazendo e entrar só no ritmo da música. Para ler seu texto, silêncio sempre! Só sua voz deve ser ouvida.
10. Quando construir falas para um roteiro de quadrinhos, pense em nível de espaço físico; lembre-se que sua fala tem de caber dentro de balões, por isso procure dividir as falas e sintetizar o conteúdo de forma adequada.

Estas são apenas algumas dicas para leitura e produção. É importante que o jovem roteirista também tenha em mente que seu trabalho deve ser apresentado, de preferência, na íntegra para um editor. Idéias são boas, mas no papel ficam bem melhores. Editores só costumam comprar idéias quando confiam no taco do profissional ou ele já tem um currículo de trabalhos, mas se você é, ainda, um ilustre desconhecido, procure ser prático e apresente seu trabalho de forma simples e consistente.
Procure encontrar um desenhista bom para trabalhar com você; se puder apresentar o character designer e algumas páginas prontas, isso te dará uma vantagem enorme. Tome cuidado com a escolha de desenhistas, deve ser uma escolha consciente: se escolher um desenhista que faz um trabalho amador, mesmo que seu roteiro seja ótimo, fará com que todo o seu trabalho seja amador. A avaliação visual da obra é um ponto muito forte. Pense sempre: desenhar bem é desenhar a nível internacional, afinal será com o material estrangeiro que sofrerá comparações.
Para mais informações e tirar dúvidas, estaremos aqui para auxiliar. ^_____^


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Studio Seasons na FestComix

Estivemos no sábado, dia 17, na FestComix. Este ano havia um público bem eclético, mesmo com a chuvinha chata. Havia mais estandes e os funcionários sempre ajudavam no que podiam. O espaço para material nacional estava garantido além do tradicional estande do Quarto Mundo. Destaque para a esposição de imagens de Hansel&Gretel encontrado no estande de vendas da editora NewPOP. As palestras estavam variadas e bastante interessantes visando os desenhistas e projetos das editoras. Esperamos que a FestComix sempre mantenha este espaço salutar de produção em seu evento.

Negócios fechados e outros em andamento! ^____^


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Novos lançamentos da NewPOP Editora

El Alamein e Outras Batalhas!

Yukinobu Hoshino – um dos mais importantes autores do cenário dos quadrinhos adultos japoneses – resgata a dor e o drama dessa e de outras batalhas da Segunda Grande Guerra em El Alamein, o primeiro trabalho do autor publicado no Brasil. Em cenas de ação e combate intensas, acompanhamos os dois lados do front. Em El Alamein, enquanto um universo de promessas e ilusões está ruindo em batalha, dois oficiais nazistas fazem uma descoberta arqueológica revolucionária _– mas será que eles irão sobreviver para contar a história?

El Alamein e Outras Batalhas!
Volume Único – R$ 14,90
NewPOP Editora
Yukinobu Hoshino
ISBN: 978-85-60647-28-6
244 páginas em p/b – 15,2 x 22,6 cm – papel offset – capa cartonada

Os Caça-Fantasmas

Depois de dois longa-metragens de sucesso, além de brinquedos, animações e até um elogiadíssimo jogo recente para PlayStation 3 e outros consoles, os caçadores de fantasmas estão longe de serem esquecidos… tanto que ganharam um mangá!

OS CAÇA-FANTASMAS é o mais novo quadrinho da NewPOP Editora e em volume único. Com diversos autores e desenhistas diferentes, Os Caça-Fantasmas retornam com tudo com histórias cheias de ação e com muito bom humor.

Os Caça-Fantasmas
Volume Único – R$ 14,00
NewPOP Editora
Vários Autores
ISBN: 978-85-60647-27-9
180 páginas em p/b – 15,2 x 22,6 cm – papel offset – capa cartonada

Fonte: Press release


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Depois de Zucker…

Já terminei a próxima série que virá depois de Zucker. Por enquanto ainda não falaremos sobre ela, só posso adiantar que é estilo shonen e será feita por Sylvia Feer. Tenho mais roteiros para escrever ainda, alguns para a revista outros para projetos paralelos.

Aqui do meu cantinho! ^____^


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