Palestra do Studio Seasons no Fest Comix

O Studio Seasons convida para a palestra que estará dando no 17º Fest Comix, no dia 16 de outubro (sábado) às 12:00. Abordaremos a produção do manga Zucker, desde processo de planejamento até seu lançamento como um volume único. Também explicaremos os mecanismos de produção e apresentação de trabalhos para editoras no Brasil.

Haverá pequena sessão de autógrafos de Zucker, mangá lançado pela NewPOP Editora.

17º Fest Comix
Dias 15, 16 e 17 de outubro
Horários: 15 e 16/10 das 10:00 às 20:00 e 17/10 das 10:00 às 18:00
Centro de Eventos São Luiz, na Rua Luis Coelho, 323 (perto do Metrô Consolação) São Paulo-SP

Esperamos você lá!


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Studio Seasons no HQ&Cia

O programa aconteceu no dia 04 de Setembro às 15:00hs.
Para nossa surpresa o programa foi ao ar com duas horas de duração, ao contrário da costumeira uma hora. Foi ótimo e pudemos falar bastante com leitores que queriam tirar suas dúvidas e com profissionais que enviaram perguntas também. César Freitas e Camila foram muito atenciosos. Um grande abraço para o pessoal da AllTV que sempre nos abre esse espaço! ^_____^
Na ordem, estão na foto: Sylvia Feer, Montserrat, César Freitas, Simone Beatriz e Camila.


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Studio Seasons fecha parceria com a NewPop Editora

A NewPOP Editora acaba de fechar uma parceria inédita com o Studio Seasons, passando a representar os trabalhos do grupo tanto no Brasil como no resto do mundo.

Já em outubro, a NewPOP começa a lançar o material do Studio Seasons, começando pela série Zucker, publicada na revista Neo Tokyo. Logo em seguida, haverá a publicação de uma versão em mangá baseada no romance Helena, de Machado de Assis.

Zucker conta a história da jovem Dora Zuckermann que herda, de sua falecida avó Greta, a Zucker – uma confeitaria tão famosa por seus doces saborosos, que se tornou o coração de uma pequena cidade no Sul do país. Nesse meio tempo terá que disputar, com outro herdeiro, o item mais valioso da casa: o livro das receitas secretas.

Já Helena é baseada na obra de Machado de Assis e mostra o Rio de Janeiro de 1850. O Conselheiro do Vale morre e revela em seu testamento a existência de uma filha ilegítima: Helena. Essa jovem encantadora e possuidora de um segredo entrará na propriedade do Conselheiro e na vida de seu meio-irmão Estácio, mudando-a para sempre.

E não é só isso, pois a NewPOP Editora planeja lançar novas séries produzidas sob encomenda para agradar ao público brasileiro.

Acesse os sites dos mangás: Zucker e Helena


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Nova entrevista do Studio Seasons no HQ&Cia

O Studio Seasons informa que no dia 4 de Setembro (sábado) estará, novamente, no programa HQ&Cia sendo entrevistado pelo apresentador César Freitas, falando sobre as séries Zucker, Mitsar e contando outras boas novidades.
Aqueles que estiverem assistindo o programa, poderão fazer perguntas ao vivo. A entrevista será transmitida pela AllTV às 15:00 hs
O link para o site da AllTV é : http://www.alltv.com.br

Aguardamos vocês lá!
Abraço!^______^


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Mitsar estreia na Neo Tokyo

Já está nas bancas a edição 55 da revista NeoTokyo com o primeiro capítulo da nova série Mitsar feita pelo Studio Seasons.

Saiba mais sobre Mitsar no site: http://www.studio.seasons.nom.br/mitsar


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Mostra de HQ e Animação em Nova Olinda

A Mostra de HQ e animação terá inicio na noite do dia 2 de agosto e vai até o dia 5, na cidade de Juazeiro do norte, no SESC e no Centro Cultural Banco Do Nordeste, e se seguirá nos dias 6, 7 e 8 na Fundação Casa Grande, cidade de Nova Olinda.
Maiores informações no site http://mostradequadrinhosfcg.wordpress.com


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Você sabe…

Esta é uma obra fictícia. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência… pero no mucho!


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Mitsar está chegando!

A nova série Mitsar do Studio Seasons, estreará na edição 55 da revista Neo Tokyo.
Com roteiro de Montserrat e arte de Sylvia Feer, a aventura, em estilo shounen, tem 18 capítulos e conta as peripécias do jovem príncipe Khemis para vencer a corrida de Mitsar, numa prévia das aventuras da série “Sete Dias em Alesh”.


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A arte de pesquisar

Buscar referências para um trabalho quer seja uma pesquisa técnica, um livro ou uma história em quadrinhos, é um trabalho árduo. Não é a toa que existem livros falando apenas sobre isso.
Ao processo, para organizar, documentar e interpretar textos damos o nome de metodologia do estudo. Ela é aplicada em todas as áreas do conhecimento humano e suas regras são vitais para qualquer pesquisa.
Aqui, nós separaremos uma pesquisa em 3 etapas:

1. Organização:

É o processo em que o pesquisador deve organizar suas ações e meios de pesquisa. Antes de tudo ele deve estar consciente de que o resultado do processo depende diretamente dele mesmo. Nesse processo é importante estar consciente de tudo que você sabe e, principalmente, do que você não sabe. Descobrir os meios pelos quais você pode obter informações e como utilizar estas ferramentas de pesquisa da maneira mais adequada.
O processo de pesquisa nessa etapa envolve as noções diretas do que você aprendeu até hoje. Como por exemplo: seu conhecimento de gramática é bom? Escreve bem? Sabe outras línguas ou pelo menos consegue traduzir razoavelmente bem e é capaz de obter informação de um texto traduzido por uma ferramenta de idiomas? Sabe trabalhar com uma enciclopédia? Sabe fazer uma pesquisa com uma ferramenta de busca?
Mas por que tudo isso é necessário?
Pelo simples fato que cada uma dessas respostas afetará diretamente o resultado de sua pesquisa.

Veja:

Seu conhecimento de Gramática é bom?Escreve bem?
Conhecer bem seu idioma e um número mínimo de palavras com seus respectivos verbetes (se não sabe o que é um verbete, é bom correr para um dicionário. Comece a pesquisar agora!) é vital para uma pesquisa. Quanto maior for seu relacionamento com sua língua pátria, mais opções para pesquisar. Num processo de buscas por temas, todas as palavras e seus sinônimos são muito úteis. Isso vale tanto para uma clássica busca numa enciclopédia como para uma moderna busca na internet.

Sabe outras línguas ou pelo menos consegue traduzir razoavelmente bem e é capaz de obter informação de um texto traduzido por uma ferramenta de idiomas?
Isso é importante?Muito! Pelo simples fato que a maioria dos grandes sites e blogs que possuem referências relevantes e material visual de boa qualidade são estrangeiros! Não adianta chorar. Grande parte, dos materiais de pesquisa, se encontra em inglês, espanhol, francês, japonês e alemão. Isso vale desde história da moda até avanços científicos de última geração. Há sites em português de boa qualidade e conceituados? Sim, há, mas são um número muito pequeno e não suprirão suas necessidades sempre, portanto é bom começar a “arranhar” um pouco outros idiomas. Não precisa ser nenhum poliglota, basta ter uma base razoável de um ou dois idiomas que já terá um grande avanço, mesmo porque as ferramentas de idiomas estão aí para te dar uma forcinha, mas até para usá-las deve-se ter senso; a maioria das traduções peca pelas frases truncadas e erros de concordância, então o pesquisador deve ser um pouco paciente e filtrar o resultado de sua pesquisa com calma.

Sabe trabalhar com uma enciclopédia?
Sim, enciclopédias podem parecer ultrapassadas em comparação com a internet, mas elas ainda têm uma vantagem sobre a rede: a grande quantidade de informações dos mais diversos tipos juntos num único local e, que você pode manusear sem ter de ficar eliminando tópicos que não tem nada a ver com o assunto procurado. O que estamos explicando é que a enciclopédia é uma ótima fonte de informações diversificadas onde você pode ler sobre muitos assuntos e ampliar bastante seus conhecimentos gerais, observando temas interessantes. Sim, existem enciclopédias virtuais, mas a vantagem da tradicional é que pode levá-la de um lado e para o outro sem gastar bateria!

Sabe fazer uma pesquisa com uma ferramenta de busca?
A chave de uma busca bem feita é através do refinamento e da quantidade de informações que um pesquisador dispõe, inicialmente.
Conhecer os termos específicos ajuda muito a ter uma pesquisa bem sucedida e isso depende dos tópicos discutidos anteriormente: o conhecimento de sua língua pátria, uma base de um ou outro idioma e uma bagagem razoável de conhecimentos gerais.
Os melhores sites para determinados assuntos são, em geral, encontrados no idioma de origem do tema buscado. Então, se você tiver de puxar imagens (mas isso também vale para textos), por exemplo, de brasões de famílias japonesas, sua pesquisa será um desastre se colocar a palavra “BRASÃO”. Você deve refinar a busca: procure a palavra original usando uma ferramenta de idiomas, se for o caso. Você terá a palavra “KAMON” e com esse termo fará uma busca mais especifica e, em sites japoneses (se usar o termo escrito em caracteres originais, a pesquisa sairá melhor ainda). Quanto mais refinar, melhor.
A tecnologia ajuda, mas também pode causar grandes males, como o vício de se acreditar que tudo virá a sua mão num simples apertar de botão. A tecnologia não substitui a inteligência e muito menos o conhecimento humano. Se o pesquisador não souber nada, sua pesquisa será deficiente e cheia de lacunas. Outro vício que certos pesquisadores têm é o de achar que apenas uma fonte basta! Isso está errado. A maior parte do temas tem muito mais de uma definição e o trabalho de um pesquisador é achar o melhor e mais exato conteúdo possível.

2. Documentação:

Na documentação recolhemos material para pesquisa. No caso de roteiros e quadrinhos, é nessa fase é que temos de correr atrás dos dados. Aqui falaremos basicamente de sites e livros, mas o pesquisador também pode recorrer a revistas especializadas, elas existem com os mais diversos temas.

Como obter fontes:

Sobre Sites – Na internet pode-se encontrar uma quantidade muito boa de informações, mas é importante que o pesquisador compreenda que o material deve ter suas fontes indicadas. Afinal, a partir do momento que qualquer pessoa pode fazer um site, também qualquer coisa pode ser escrita. Saber de onde vêm suas informações ajuda muito e, em certos casos, ajuda até a localizar livros, muitos dos quais podem ser baixados legalmente na web.
Abaixo alguns sites interessantes para pesquisa.

* Moda e adereços – Costume Manifesto – www.costumes.org
* Estações Ferroviárias do Brasil – www.estacoesferroviarias.com.br
* Móveis antigos – www.danielsantiques.com
* Acervo digitalizado da Biblioteca Nacional – http://bndigital.bn.br
* Acervo de Arte e Arquitetura da Universidade Nacional Australiana – https://artserve.anu.edu.au/

Para adquirir cultura geral:

* National Geographic Brasil – http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic
* National Geographic – www.nationalgeographic.com
* Scientific American Brasil – http://www2.uol.com.br/sciam

Material para arte-final (retículas, brushes, padronagens, fontes):

* Padronagens japonesas vetorizadas – http://www.ikiya.jp/crest/download.html
* Padronagens em rapport para serem utilizadas no photoshop – http://haruusagi.gozaru.jp/NewFiles/photoshop-pattern.html
* Kamon (brasões de família) – http://eps.crest-japan.net/flower/index.php
* Fontes e padrões – http://www.houseoflime.com
* Screentones digitais – http://psychobob.xepher.net/screentonez

É claro que existe muito mais e para cada busca existe um tipo de necessidade. Aí cabe ao jovem pesquisador preencher os requisitos para se fazer uma boa pesquisa e seguir adiante sozinho. Importante: a maioria destes sites está em outros idiomas e é para isso que existe a ferramentas de idioma do Google! Preguiça não leva ninguém a nenhum lugar, portanto, não adianta chorar e achar que o site vai mostrar tudo mastigadinho para você. Mexa-se!

Sobre livros – ao buscar em livros, o pesquisador deve procurar por títulos que possam conter, inicialmente, o maior número de informações possíveis sobre um assunto e depois buscar títulos mais específicos. Uma das vantagens dos livros é que você tem o material acessível, sem a necessidade de ter de ir ao computador toda hora e imprimir seu material de pesquisa. No momento de desenhar ou escrever, faz muita diferença ter o material a mão.
Para todos os temas é interessante buscar coletâneas como coleções históricas e/ou periódicas.

Livros sugeridos:

* História da joalheria com ilustrações e fotos: Jewelry, from Antiquity to the Present , autoria: Clare Phillips – editora: Thames and Hudson – coleção: Word of Art.
* Design de jóias: 305 authentic Art Nouveau Jewelry Designs – Autoria: Maurice Sufrène – editora: Dover Editions.
* Authentic Art Deco Jewelry Designs – Autoria: F. Deboni – editora: Dover Editions.

* História do mobiliário com ilustrações e fotos: Guia dos estilos de mobiliário, autoria: Andrew Brunt – editora: Presença – coleção: Habitat

* História da moda ocidental com ilustrações: Costume 1066-1990s, A complete guide to English costume design and History with 1000 duotone illustrations – autoria: John Peacock – editora: Thames and Hudson.
* Men’s Fashion, The complete Sourcebook with over 1000 colour illustrations – autoria: John Peacock – editora: Thames and Hudson.
* Fashion Sourcebooks: The 1920’s ¬– autoria: John Peacock – editora: Thames and Hudson.
* Fashion Sourcebooks: The 1930’s ¬– autoria: John Peacock – editora: Thames and Hudson.
* Fashion Sourcebooks: The 1950’s ¬– autoria: John Peacock – editora: Thames and Hudson.
* Fashion Sourcebooks: The 1970’s ¬– autoria: John Peacock – editora: Thames and Hudson.

* Sobre anatomia (mãos): The book of hundred hands – autoria: George B. Bridgman – editora: Dover editions.
* Sobre mitologia geral: Dicionário dos deuses e demônios – autoria: Manfred Lurker – editora Martins Fontes
* Sobre tradições do sul do Brasil e linguajar: Popularium sul-rio-grandense – autoria: Apolinário Porto Alegre – Editora: da URGS – Conteúdo: folclore, hábitos linguísticos, glossário de palavras
* Pilchas do Gaúcho – autoria: Véra Stedile Zattera – Editora: Pallott – Conteúdo: vestuário tradicional, arreios e avios de mate.
* Folclore brasileiro: Antologia do Folclore Brasileiro, volumes 1e 2 – autoria Luis da Câmara Cascudo – editora: Global.

Existem muitos outros títulos e a lista aqui seria infinita. A editora norteamericana Dover possui um catálogo imenso de títulos que podem ser consultados através do seu site www.doverpublications.com
Como o leitor notará, a maioria trata de títulos estrangeiros. Estes títulos podem ser adquiridos através da Importadora Freebook ou da livraria Cultura. Ambas possuem sites e vendem através da internet para outras localidades do Brasil.
Os sites são: www.freebook.com.br | www.livrariacultura.com.br
Títulos nacionais fora de venda ou esgotados podem ser encontrados em sebos a preços bons e adquiridos também pela internet através do site: www.estantevirtual.com.br

3. Interpretação:

Esta é a fase que nunca termina. A interpretação depende da nossa constante capacidade de absorver, analisar e converte a informação em dados conclusivos. Para que ela ocorra, temos de iniciar um processo de buscar intelectual que não termina com a sua história, mas segue por toda a sua vida. Para interpretar, é necessário viver.
Em síntese, nunca bastará apenas você desenhar a roupa certa, mas entender porque aquela roupa era usada naquela época e qual sua funcionalidade. Através dessas informações o roteirista/desenhista saberá muito da época que a personagem vive, seu modo de ser e até como ela interage em sociedade. E isso também vale na hora de criar uma sociedade imaginária.
Bem, o que resta a nós é desejar ao pesquisador, seja um aspirante a roteirista ou desenhista, que ele se esforce ao máximo. É importante que você compreenda que conhecimento não é algo que se adquire da noite para o dia e muito menos ao apertar meia dúzia de teclas: a tecnologia nos trouxe meios de trazer o conhecimento para perto de nós, mas não mudou os mecanismos pelo qual a mente humana os capta e absorve. O processo ainda é o mesmo que temos utilizado a centenas de anos; o estudo constante.
É como tentar entrar em forma fazendo ginástica: não se pode tentar fazer, num único dia, todos os exercícios que seriam feitos durante meses; a única coisa que o afoito conseguirá é uma baita dor no corpo! O conhecimento é igual! São necessários dias, meses e anos de leitura constante para conseguir ter uma boa bagagem de conhecimento em sua mente. Ler de tudo fará com que seu cérebro consiga guardar mais informações cada vez mais variadas, que poderão construir um mosaico de criatividade maior para seus trabalhos. Sim, isso custa caro. Não sai de graça, mas qualquer profissional capacitado lhe dirá que você terá de botar a mão no bolso para poder se destacar com um bom material de pesquisa – e olhe que hoje em dia a internet está ajudando muito.

Boa sorte e nada de preguiça!^____^


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Quando a ideia não vem…

“E agora? Hummm… deu branco. Hã… sei lá o que acontece depois… o que eu escrevo agora?”
Essas e algumas outras coisas (algumas bem inadequadas! #*&%#!!!) passam pela cabeça de todo escritor/roteirista durante um processo de criação.
É muito comum as idéias fugirem, faltarem ou até serem descartadas durante um processo criativo. Lidar com essas situações é um pouco frustrante, mas necessário e, em muitos casos, ótimo! Como assim, ótimo!?
Simples. O processo criativo das pessoas está diretamente ligado com sua capacidade de se adaptar a situações. Num artigo da Folha de São Paulo de Julliane Silveira intitulado “Tire isso da cabeça” começa com uma premissa muito real: segundo pesquisadores, o apego a métodos, falta de flexibilidade e rapidez podem barrar processos criativos.
Sim. Isso é um fato. A criatividade está ligada a processos que incluem envolvimento, relaxamento e observação cuidadosa, mas também está ligada a multiplicidade de informações e insights de idéias.
Criatividade não é algo ligado a moldes, não é idéia fixa nem fórmula composta (que digam os japoneses; os mangakas não queimam seu coco pelo tema em si que pode, muitas vezes, ser sempre o mesmo, mas pelo processo de criar um universo diferenciado do anterior). Esse é um dos pontos no qual os jovens roteiristas pecam pela lacuna. Criar não tem relação com fórmulas. A fórmula é aplicada para direcionar a história e exibir o tema, mas as personagens, seu mundo, suas tramas pessoais seguem a pura capacidade criativa de cada um, portanto, não adiantar imitar séries famosas sem ter um bom conteúdo original para vestir a fórmula comercial.
Ter bloqueios não é o fim do mundo, apenas aponta que existe uma lacuna que deve ser preenchida. No processo criativo imaginar é tudo; vem mesmo antes do ato de escrever. Quando uma pessoa senta no computador, já deve ter uma noção do que digitará. Não é a cadeira que o fará ter idéias, mas sua mente.
Algumas coisas são muito importantes como:
1. Ter várias idéias sobre a mesma coisa é bom! Dá possibilidades de escolha. Não tenha medo de descartar uma idéia antiga. Se sua história está travada é porque algo não está funcionando bem. Identifique o ponto fraco e altere sem dó;
2. Se você não tem nenhuma idéia naquele momento, não se estresse. Relaxe e vá fazer outra coisa. Muitas vezes o distanciamento ajuda a ver melhor seu problema depois que você retomar a questão. Acontece o mesmo quando fazemos um desenho e não vemos o defeito na hora; se você guardá-lo e, depois de algumas horas, observá-lo, verá onde está o erro;
3. Procure pessoas para discutir suas idéias. Muitas vezes ajuda bastante buscar soluções através de diálogos com terceiros. Mas cuidado, não confunda isso com expor seu trabalho para ver o que acham. Esse processo não tem nada a ver com avaliação;
4. Procure sempre ler assuntos variados em livros, revistas ou jornais, ouvir músicas de diversos estilos, ver filmes, visitar exposições, assistir reportagens especiais, documentários, enfim, coisas que exponham seus sentidos a experiências variadas. Tudo isso estimula a mente e o surgimento de boas idéias;
5. Confie em seu instinto. Não deixe uma idéia fugir por medo dela não ser muito original ou simples. Anote-a e, quem sabe, ela não pode ser alterada ou se tornar a base de uma idéia mais complexa.

O autor deve compreender, no fim das contas, que escrever histórias é um processo criativo e as idéias não podem ficar presas a horários fixos. Sim, a organização é importante e faz diferença você ter horários para se dedicar à escrita, mas nem sempre as idéias boas virão naquele exato momento, por isso paciência é um fator importante. Idéias boas podem surgir a qualquer hora e em qualquer lugar! Seja na cozinha ou debaixo do chuveiro! Tenha sempre um bloquinho de papel e uma caneta para anotar coisas interessantes.
Lembrem-se dessas informações ao escrever uma história e, principalmente, quando o branco vier: não é o fim do mundo; só é um aviso de que uma idéia deve ser mais amadurecida.

Boa sorte! ^_____^


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