Estudos de Helena e pesquisa

Aqui vão algumas imagens com estudos das personagens de Helena e seus figurinos. Além do ano, 1850, Machado nos dá algumas pistas dos figurinos em seus comentários durante a obra, como o chapéu-de-chile que o Estácio usa, que nada mais é que o bom e velho chapéu panamá, mas naquela época o modelo era diferente (Santos Dumont usava um parecido). Os figurinos femininos têm muitos detalhes e existem vários sites onde se podem encontrar diversos modelos. Mas não basta pegar os vestidos, temos que cruzar as informações porque aqui, no Brasil, havia algumas diferenças nestes por causa do clima, entre outras coisas. As roupas eram mais leves e certas peças nem se usavam por aqui. Havia também uma defasagem na moda de um país para o outro; Paris e Londres ditavam a moda e costumes, tudo era copiado de lá. Para os pobres então, a defasagem do figurino chegava a ter quase dez anos de diferença. Podemos dizer que Helena e Eugênia tinham a possibilidade de estar na moda por suas condições financeiras. Os penteados são os que mais estão em harmonia com os países estrangeiros – afinal, era mais barato arrumar o cabelo que fazer vestidos novos.


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Fazendo Helena para a NewPOP

Uma das páginas de Helena e seu processo de confecção.
Primeiro ela é desenhada numa folha A4 com lapiseira 0.5 e grafite 2B. Depois é feito o acabamento em nanquim com bico de pena saji e fudepen. Separadamente, alguns cenários são feitos para incluir mais detalhes. Assim que a página é escaneada e tratada, este cenário é encaixado. Por fim, é aplicada a retícula e balões.


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Zucker nas bancas e sorteio!

Zucker, mangá do Studio Seasons, lançado pela editora NewPOP já se encontra nas bancas com distribuição setorizada (primeiro São Paulo e Rio de Janeiro e, na sequência, outras localidades do Brasil).

E neste sábado, dia 27/11/10, o Studio Seasons estará promovendo um sorteio via twitter onde o ganhador receberá uma edição de Zucker autografada mais um marcador de página exclusivo pintado à mão.
Para participar, basta retuitar (RT) a mensagem que aparecerá no twitter da desenhista Simone Beatriz ao meio dia. Os participantes só podem mandar um retweet por usuário, e podem fazê-lo no horário das 12:00 às 20:00. Após esse horário, será feito o sorteio.
O ganhador será informado via twitter e deverá enviar seus dados de endereço para receber o prêmio no prazo de uma semana a partir da data do sorteio. Caso o endereço não seja enviado nesse prazo, o sorteio será anulado.
O twitter da Simone Beatriz é: http://twitter.com/simone_beatriz

A vencedora do sorteio foi a Monica Kinomoto: http://sorteie.me/1v6B
Agradecemos a todos que participaram! ^__^


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Três Mulheres e seus Universos Literários

Foi somente há pouco tempo que tive a oportunidade de ver a série da BBC de Londres, Norte e Sul (North & South) baseado na obra homônima de Elizabeth Gaskell. Não conhecia esta escritora e resolvi coletar alguns dados para escrever este post, mas eu não quero falar aqui apenas desta série, cuja adaptação ficou boa (e explicarei o porquê mais adiante); como sou uma apreciadora da literatura de época, não poderia deixar de observar pontos interessantes entre Gaskell e outras duas excelentes escritoras, cada uma em seu universo literário: Jane Austen e Georgette Heyer.
É interessante que todos os autores colocam muito de si dentro de suas obras. A máxima literária que diz “escreva sobre o que você conhece” é de grande beneficio para o sucesso de um livro e nenhuma dessas três mulheres ímpares deixou essa regra de lado.
Quando assisti North & South tive uma impressão muito boa do material e, curiosamente, cheguei a ler comparações da obra com Orgulho e Preconceito de Jane Austen. No Brasil, não se publicou nada de Gaskell e essa obra só é encontrada em inglês para vender por aqui, ao contrário do trabalho de Austen, que foi quase todo traduzido para nossa língua. Contudo, mesmo que a maioria das comparações seja positiva – pois nenhuma das duas tem nada a dever em qualidade – não são, de fato, universos literários comparáveis.

Jane Austen (1775-1817) era uma jovem proveniente da burguesia agrária inglesa, filha de um pastor e pertencente a um restrito círculo social. No entanto, todas as limitações sociais impostas para as mulheres em sua época não foram suficientes para ofuscar sua capacidade de observação. O universo literário de Austen nos fala de seu mundo privado, suas relações sociais e seus anseios particulares. Sim, seus anseios. A crítica da época alegava que Jane Austen era inadequada para escrever romances, afinal não tinha “experiência no assunto” – se por um lado Jane não era uma mulher realizada num casamento, segundo as normas da época, por outro, ela tinha um grande universo emocional guardado dentro de si. Austen teve um jovem pretendente, mas a relação de ambos não seguiu adiante por questões de impossibilidade financeira para a realização do casamento – e essa questão marcaria sua literatura profundamente. Todas as suas obras giram ao redor das necessidades e obrigações sociais do universo feminino da época; as preocupações de suas personagens giram ao redor de questões como um futuro/casamento seguro e herança. Isso pode soar às leitoras modernas algo materialista e pouco romântico, mas numa Inglaterra, onde em certas camadas sociais trabalhar era considerado inadequado, onde as leis ditavam que só os homens herdavam bens familiares e a reputação de uma mulher era seu “cartão de visitas”, estas preocupações eram muito pertinentes.
Contudo, o universo de Austen também era regrado pelas emoções. Podemos notar que, mesmo quando as questões financeiras são importantes, suas protagonistas têm uma percepção muito aprofundada do casamento como relação. Ainda que tenham defeitos capazes de fazê-las cometer erros de avaliação ou fraquejar diante de certas adversidades, suas personalidades possuem uma grande capacidade de reavaliação e adaptação – qualidades essenciais numa sociedade patriarcal. Em Persuasão, sua última obra, temos uma história que, em alguns aspectos, é autobiográfica. Austen pode ser colocada na posição de Anne, em certos momentos, com facilidade, não apenas pelo fato de ambas viverem certo tempo na cidade de Bath, como pela impossibilidade de uma relação se concretizar, num primeiro momento, por questões financeiras. Mas Anne tem um final feliz – seria esse o desejo íntimo de Austen? Reencontrar alguém que amou? Ela teve, anos depois de sua separação, a chance de conhecer um outro pretendente, mas recusou, assim como Elizabeth em Orgulho e Preconceito recusara seu primo pastor, por não amá-lo. A linha de comportamento de suas personagens está intimamente ligada com a mentalidade da autora, que sempre retratava com fina ironia as regras sociais ao qual ela mesma tinha de se submeter. As obras de Austen talvez mostrem coisas que ela gostaria de ver acontecendo em seu meio com mais frequência.

Mas, se por um lado Austen nos mostrou seu universo doméstico-familiar-social, Elizabeth Gaskell (1810-1865) nos fala de uma Inglaterra industrial que não lhe é menos estranha e North & South, é, de fato, uma de suas obras mais biográficas. A protagonista Margareth Hale é quase um alter ego de Gaskell. Nessa obra, podemos acompanhar a jornada de Margareth, filha de um pastor, que larga sua profissão por questões de ética e consciência, fazendo sua esposa e filha mudarem do sul da Inglaterra, onde tinham uma posição privilegiada no campo, para o norte, na industrial cidade de Milton. Lá, eles se confrontam com a revolução industrial, as mazelas do mundo operário e as dificuldades financeiras vividas pelos donos de fábricas. O aspecto romântico da obra é criado pelo confronto ideológico de Margareth e o industrial e magistrado John Thornton, símbolo máximo de sua época. Não se trata apenas de uma história de amor onde existem barreiras sociais e todos os conflitos implícitos em uma paixão contida por regras rígidas de etiqueta, é também uma história de ideologias sociais, onde ambos os lados devem repensar suas posições para chegar a um equilíbrio de pensamentos e atitudes que não sejam tão simplistas quanto o conceito “ricos são maus e pobres são bons” – Gaskell era uma escritora observadora e integrada em sua época. Ela também teve um pai pastor que largou o cargo pelos mesmos motivos que o pai de Elizabeth; isso também acarretou na sua mudança para outra cidade, no caso, Londres. Gaskell pegou a linha de ação de sua vida para criar o universo de North & South – a liberdade de circulação de Margareth é um reflexo da liberdade (e um pouco de abandono por parte da família) dela, que foi criada por uma tia e avós. Gaskell viria a se tornar uma escritora que retratava com detalhes sua época efervescente, a riqueza das regionalidades e falava do universo de pessoas pobres – algo que não fazia parte do meio de Austen. Após se casar, ela e seu marido frequentaram círculos, onde vários autores proeminentes ingressaram, assim como dissidentes religiosos e reformadores sociais. Ali, faria amizade com Charles Dickens, que publicou várias de suas histórias de fantasmas, bem populares na Inglaterra. Curiosamente Margareth era o nome de sua terceira filha.

Georgette Heyer (1902-1974) é, infelizmente, uma autora praticamente desconhecida por aqui, mas muito famosa na Inglaterra. Ela estabeleceu o gênero do romance histórico, inpirado nas obras de Austen, conhecido como Regency Romance, além de escrever muitas novelas policiais e contos. No Brasil, poucos de seus títulos foram publicados como Venetia – que aqui foi intitulado como Venetia e o Libertido – e Casamento de Conveniência, ambos pela editora Record.
Heyer era uma mulher do século XX, dinâmica e responsável por parte do sustento de sua família. Como entrar no universo de outras épocas, então? A primeira coisa que fez para criar seus romances foi pesquisar e o fez com tanto empenho que se tornou uma especialista em história social inglesa. Era considerada, no meio literário, como uma das grandes conhecedoras de expressões, costumes e dados da Inglaterra histórica. Tudo isso foi usado para construir seu universo literário – os livros de Heyer são famosos pela quantidade de informações e minúcias, mas não pense numa obra cansativa: Heyer sabia equilibrar esse universo com personagens divertidas e tramas bem tecidas. Essa capacidade de reconstituir uma época era uma necessidade pura e simples, visto que grande parte de suas histórias não eram contemporâneas aos seus leitores – era necessário mostrar o universo onde suas personagens habitavam.
Heyer supre a necessidade de informação para o leitor, coisa que não era a prioridade de Austen, já que escrevia para os de sua época. Por esse detalhe, Heyer chegou a ser criticada como alguém que “descrevia demais as coisas e se tornava dependente da criação de sua atmosfera” ou “não o fazia com igual empenho sobre sua época” (nota: não havia necessidade disso, como para Austen não havia necessidade de descrever roupas e mobília para leitores que estavam “carecas” de saber como as coisas de seu tempo eram). Por outro lado, sua capacidade de reconstruir períodos históricos é considerada o seu maior patrimônio. Ironicamente, tanto Austen quanto Heyer tinham uma coisa em comum: suas histórias não incluíam as classes pobres da Inglaterra.
Outro aspecto importante do universo literário de Heyer é que suas personagens têm uma desenvoltura maior, uma visão mais moderna e comportamentos excêntricos como “casar por amor” (coisa já ensaiada por Austen e Gaskell). Em Venetia notamos a extrema desenvoltura da personagem que não deixa de refletir a mulher do século XX que era Heyer. Isso também se dá pela mudança de público. Um autor não apenas escreve sobre o que conhece, mas para quem lê. Vários críticos tentaram fazer comparações com Austen para depreciar Heyer, mas o fato é que não se pode fazer comparações. São escritoras de épocas e realidades diferentes escrevendo para públicos diferentes.
É um fato que Austen e Gaskell são autoras primorosas e irretocáveis em seus mundos, mas sempre exigirão do leitor moderno a boa vontade de serem transportados para seus universos e, de preferência, de compreender um pouco destes. Isso não é ruim, ao contrário, é ótimo, pois faz o leitor sair de sua realidade para vivenciar uma outra que seria impossível no seu cotidiano. Heyer nos leva para esse mundo também, mas com um elemento a seu favor: suas personagens se parecem mais conosco. Isso não é propriamente estilo, mas a necessidade comercial de uma época. As pessoas consomem mais aquilo que lhe agrada e, para agradar, é necessária identificação rápida. Também é um conceito válido.
Da mesma forma, a adaptação de North & South de Gaskell sofreu alterações para se adaptar aos telespectadores atuais. Se, por um lado, o visual é impecável, as mudanças no enredo se fazem necessárias para que o público possa digerir o universo de 1850 e o final, onde ambos se encontram na estação de trem, diferente do final do livro, é icônico de nossos tempos: um final onde ambos se encontram porque ambos caminharam na direção um do outro, e não apenas um. Se submissão feminina não cabe em nosso tempo, submissão masculina também não é desejável. E nesse ponto, a adaptação para série nos deixa um equilíbrio que dá o que pensar. É mais um sinal dos tempos: igualdade é para os dois lados.
Todas as mulheres criadas por estas três autoras revelavam muito do que elas eram; de seus desejos, seus pensamentos e, principalmente, do tempo em que viviam. Que venham outras autoras e nos mostrem seus mundos contidos nas entrelinhas de suas histórias.

Abraço! ^_____^


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Garotas e fronteiras!

Esta semana recebi um livro que ganhei no sorteio do blog Lady’s Comics e não poderia me furtar a fazer alguns comentários tanto sobre o material, como sobre alguns pontos interessantes sobre fronteiras.
O livro em questão é “Vamos, Garotas! Alceu Penna – Moda, corpo e emancipação feminina (1938-1957)”, de Gabriela Ordones Penna.
A obra, em si, é muito boa. Trata do trabalho de Alceu Penna (1915-1980), ilustrador, estilista e colaborador da revista “O Cruzeiro” durante o período em que criou a seção “Garotas”. Ele não foi apenas um excelente artista gráfico que marcou a história da publicação nacional com suas lindas garotas, criando nossa referência de pin-up nacional, na época: ele foi um observador sutil de seu tempo que, utilizando o humor, pôde falar sobre atitudes ousadas de mulheres, numa época em que ainda se mantinha extremo conservadorismo. Claro, tudo muito suave, mas estava lá. Ele não se posicionou como um crítico, mas como um cronista visual de seu tempo e nos deixou referências preciosas do Brasil entre Vargas e J.K.
“As garotas do Alceu” como ficaram conhecidas, foram referências no país inteiro para as jovens mulheres classe média da época e, curiosamente, eram muito “cariocas”. Sim, isso porque, na época, o Rio ainda era nossa capital e tudo que provinha do Rio de Janeiro era modelo para os outros pontos do país.
E aqui entra a parte das fronteiras. Alceu Penna, este criativo e observador artista que retratou tão bem a graciosidade carioca… era mineiro. Sua capacidade de observar a vida cotidiana e sua sensibilidade para observar as sutilezas do universo feminino da época, foi capaz de fazê-lo atravessar sem problemas essa fronteira regional.
É um fato que Alceu saiu logo de Minas e viveu no Rio, mas ele ter nascido em um estado e se adaptado a outro me recordou dos comentários de algumas pessoas a defender que uma região só pode ser retratada por pessoas da região. É claro que os nativos conhecem melhor do que ninguém certas características de um local, mas isso não justifica o conceito de “separatismo cultural”, ou seja: “Cuide do seu pedaço que este é nosso!” É lamentável que em pleno século XXI ainda existam pessoas com conceitos tão pequenos e arcaicos. Não existe nada que não possa ser observado e compreendido; nada que não possa ser transmitido por outros, com o devido cuidado e respeito por uma cultura regional. Compreender que todos os espaços, lugares e culturas fazem parte da nossa vida, em maior ou menor escala, é o primeiro passo para uma vivência de respeito, entrosamento e real equilíbrio. Isso se estende ao mundo e não apenas a um país. Somos seres humanos, não seres brasileiros, russos ou paulistas! Quando as pessoas pararem de pensar em termos de fronteiras e começarem a pensar em termos de planeta, aí sim, teremos um salto social relevante em todos os aspectos.
Um país pode ser plural e unificado ao mesmo tempo, sem jogos de força, mesmo porque a herança cultural de um povo não pode ser medida, nem calculada. Cada cultura é única e deveria ser compartilhada por todos os interessados com alegria.
E da mesma maneira que em pleno século XXI as “Garotas do Alceu”, ou seja, todas nós, ainda buscamos respeito para nossa identidade feminina perante a sociedade, o Brasil e o Mundo buscam emancipação de fronteiras para ter uma identidade unificada e plural, ao mesmo tempo.
Vale muito a pena ler este livro e indico para todos os interessados.

Um abraço! ^_____^

Vamos, Garotas! Alceu Pena – Moda, corpo e emancipação feminina (1938-1957)
Gabriela Ordones Penna
Formato 14X21 cm, 148 páginas
ISBN 978-85-391-0122-1

Annablume Editora


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Como avaliar uma História em Quadrinhos

Seja num concurso ou seja para apresentar um trabalho para uma editora, existem alguns itens essenciais que são objeto de avaliação tanto de um júri como de um editor. Aqui vão os itens que são avaliados numa história em quadrinhos:

1. Arte e acabamento – a qualidade do traço e a perícia do desenhista em fazer arte-final são essenciais. Um bom traço faz muita diferença e sempre se destaca. É importante não confundir falhas anatômicas com estilo e usar isso como desculpa para não se aprimorar. A pessoa que estiver avaliando não será boazinha nesse ponto e o mesmo se diz do acabamento; embora um traço seja diferente, nota-se rapidamente quando um desenhista não tem domínio com a tinta. O cuidado no acabamento diz muito do artista. Nesse quesito também entra o domínio na aplicação de retícula. A tinta deve estar em harmonia com o traço e a retícula tem que estar equilibrada com esta arte, por sua vez;

2. Composição de cena – o modo como as cenas são desenhadas e os ângulos escolhidos influenciam muito na narrativa. Nesse quesito entram os cenários e efeitos psicológicos aplicados na cena;

3. Diagramação – o tipo de diagramação da página deve ser harmônico com a arte e a temática da história. Saber usar o enquadramento certo é vital;

4. Linha narrativa – As cenas, em narrativa gráfica, tem uma sequência lógica. O continuísmo das cenas é muito importante para que a narrativa funcione e o leitor seja capaz de compreender as ações que passam diante de seus olhos;

5. Qualidade dos diálogos – aí se avalia o tempo de narrativa e o ritmo dela. Também é observado se a história está bem estruturada, sem furos de roteiro e com total compreensão desta por parte do leitor. A naturalidade dos diálogos é vital assim como o tempo gasto nas frases, por exemplo: ninguém diz um monólogo enorme num quadro onde a personagem está dando um golpe de espada, os tempos de ação e fala são divergentes. Não se deve esquecer que a gramática também é levada em conta;

6. Criatividade – nada de copiar séries famosas, imitar personagens ou o tipo de traço de outro desenhista. Isso pode constituir plágio, em alguns casos, e nunca pega bem. Existe uma diferença bem grande entre influência e cópia. Pode-se usar um tema universal, mas a maneira como se contará a história deve ser sempre o mais criativa possível;

7. Temática – a história deve focar num tema que deve ser desenvolvido para os leitores. Quanto mais universal for seu tema, maior a chance de abarcar um público maior (por universal se entende um tema que pode ser compreendido por qualquer pessoa que ler sua história). Mesmo quando se escreve para um público mais específico, a história só tem sustentabilidade se desenvolver bem um tema;

8. Gancho – a história deve ser capaz de prender o leitor e para isso deve ter uma narrativa envolvente.

Esses são os tópicos principais para a avaliação de uma história.


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Feliz Dia do Saci! ^____^

Hoje é dia do Saci, o nosso equivalente nacional ao Halloween. Esse dia foi instituído para que as pessoas não se esqueçam do nosso folclore que é muito rico e cheio de histórias maravilhosas. Dora está segurando um brigadeiro em forma de Saci e, curiosamente, o brigadeiro também é um doce nacional. Para saber mais sobre o Saci: http://pt.wikipedia.org/wiki/Saci

Feliz dia do Saci! Que ele seja doce e cheio de boas histórias! ^____^


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Mais Studio Seasons na Neo Tokyo

Saiu o número 57 da revista Neo Tokyo e, além do terceiro capítulo de Mitsar, há uma entrevista conosco sobre Zucker que foi lançado no Fest Comix (e já está à venda ^_^), e a estreia dos Contos de SherMor. O primeiro conto é Su naTog e tem duas partes. Houve um problema na sinalização da revista, por isso estamos avisando que o conto está dividido. O próximo conto será Ruvak e terá quatro partes. Depois virá Oracular com seis partes. Como o material é mandado adiantado, a sinalização de “continua” só virá daqui há alguns números. Problemas de edição XD.


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Fest Comix2010

O 17º Fest Comix, este ano, foi programado para acontecer nos dias 15, 16 e 17 de outubro. Zucker foi lançado no evento e teve grande receptividade. Estivemos lá, no sábado, dia 16, para a palestra onde falamos sobre a origem do nosso trabalho, como foi feita a produção de Zucker e sobre produção nacional. O público estava muito interessado e as perguntas foram dos mais diversos tipos.

Tiramos fotos antes da palestra e demos uma circulada na loja. Foi muito bom ver as pessoas comprando nosso título.

Depois da apresentação, que extrapolou até o tempo programado, ainda saímos para dar autógrafos e tiramos fotos com amigos. Vários conhecidos nossos estavam lá, inclusive Fábio Sakuda, autor do blog informativo XIL.

Assim que tivemos um tempo livre, circulamos e pudemos rever o Danilo Beyruth que estava autografando seu mais recente trabalho, Bando de Dois. Trocamos autógrafos e ele foi atencioso, como sempre. ^____^

O evento este ano, superou a expectativa de visitantes e quando saímos a fila já estava na Av. Paulista! Tinha muita gente mesmo e acreditamos que, daqui a algum tempo, o local ficará pequeno para este tradicional evento que cresce ano após ano. O que não deixa de ser uma coisa boa num mercado como o nosso!

Pegamos alguns exemplares de Zucker e a qualidade da impressão está excelente! ^____^


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Entrevista para o Diário do Comércio

Neste último sábado, dia 09, fomos até a Comix, convidadas pelo jornalista Armando Conceição, para contribuir com uma reportagem sobre HQ no jornal Diário do Comércio. Juntamente conosco estavam Rodolfo Zalla (mestre dos quadrinhos de terror) e Danilo Beyruth (autor de Bando de Dois e do excelente Necronauta – recomendamos ^____^ vale a pena!).
Houve uma sessão de fotos dentro da Comix e depois ficamos batendo papo sobre quadrinhos num local próximo dali, enquanto caía uma chuva fininha, mas apesar do típico clima paulistano, tudo foi muito interessante. Também foi um grande prazer conhecer o mestre Zalla e o Danilo que é uma pessoa muito simpática e atenciosa.
Todos estarão no 17º Fest Comix. Danilo dará uma sessão de autógrafos no sábado e nós estaremos lá, ao meio-dia, para dar uma palestra sobre mangá nacional e autografar Zucker.

 


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