Dicas para produção de ilustrações e mangá – Parte III

1. Para os que desejam fazer letreiramento a mão, pois não dispõe de um computador para tal (essa é para a turma do fanzine também ^___^), a dica é preparar uma folha de linhas guias. É simples: faça linhas de 5 mm de distância uma da outra, em seguida puxe linhas de 1 mm em cima e em baixo – esses são os espaços entre as linhas. Assim você terá linhas de 3mm com distância de 2mm de uma para a outra. Com esse modelo fixo, coloque-o por trás da página e você terá uma base para escrever nos balões sem que o texto fique torto ou com tamanho irregular;
2. Preservar o guache profissional é simples: coloque algumas gotas de água no pote. Isso manterá sempre seu estado pastoso;
3. Para limpar canetas técnicas (recarregáveis) use água com algumas gotas de detergente lava-louça. Lave todas as peças com cuidado em água corrente (com uma tampa na cuba! Não queremos perder nada, não é?) e depois deixe de molho por 12 horas num copo com água e lava-louças. Em seguida é só secar com papel absorvente, inclusive o interior das peças! Senão seu nanquim sairá aguado;
4. Pode-se fazer bons efeitos com tinta branca, branquinho e uma escovinha de dentes. Basta molhá-la na tinta e espirrar a mesma pressionando as cerdas contra um palito (pode ser do tipo palito de picolé) na direção do papel. È bom para fazer estrelas, mas cuidado! Treine antes, ok?;
5. Um bom papel para desenhar páginas ou ilustrar em PB é o ofício 90 grs. Além de ter mais resistência, suporta melhor a aplicação de tinta com pincel ou fudepen que um ofício 75 grs. Use o 75 somente para rascunho, de preferência;
6. O papel é muito sensível a uma série de fatores como o toque humano, parasitas, umidade e luz excessivas, por isso, preserve-o sempre num lugar seco e limpo. Não o guarde com outros objetos que possam estar embolorados ou com algum tipo de parasita, como livros muito velhos. Também não o deixe exposto ao sol ou a luz de lâmpadas, continuamente.


| 4 comentários

Dicas para produção de ilustrações e mangá – Parte II

1. Depois que um desenho é feito, o passo seguinte é a arte-final. Ela é sempre feita de cima para baixo e da esquerda para a direita, num movimento diagonal assim: . Desse modo, você evitará borrões desagradáveis. Como no caso das “mãos suadas” é bom ter sempre papel absorvente para apoiar o punho e não borrar a tinta;
2. Quando usar réguas, procure verificar se não ficaram resíduos de tinta nela, pois podem marcar o papel e provocar acidentes;
3. Mesmo que você limpe possíveis borrões no computador, ter disciplina e trabalhar com limpeza são requisitos muito úteis para um profissional;
4. Ao terminar de fazer a arte, em seguida é preciso retirar o excesso de grafite que ficou. Para isso, use uma borracha branca e limpa e proceda à limpeza no mesmo sentido que fez a arte. (Cuidado! Não apague onde a tinta ainda está fresca para não produzir borrões). Faça movimentos leves para que não haja dano ao trabalho e retire a borra com uma escovinha. Nos cantos sempre limpe com movimentos de dentro para fora e não de vaivém, senão amassará o papel;
5. Se sua borracha estiver suja, limpe-a usando uma lixa de unha e retire a sujeira esfregando-a até sair tudo;
6. O material usado para arte-final pode variar muito. Podem ser usadas canetas descartáveis de boa qualidade e diversas numerações (0.05 / 0.1 / 0.3 / etc…), canetas recarregáveis – técnicas (0.1 / 0.2 / 0.3 / etc…) que devem ser limpas com frequência, bicos de pena, fudepen (canetas-pincel japonesas. Existem das descartáveis e das recarregáveis) ou pincéis. A escolha do material dependerá muito do tipo de arte de cada artista;
7. Indispensáveis também são as réguas, compasso, curvas francesas, esquadros e gabaritos de esferas ou elipses. Para quem desenha profissionalmente, são muito úteis.


| Deixar um comentário

Dicas para produção de ilustrações e mangá – Parte I

1. Antes de fazer qualquer desenho é importante que o desenhista faça um esboço para poder planejar bem o que deseja fazer: qual a posição das personagens, sua composição de cena é o espaço físico que irá ocupar;
2. Depois de feito um esboço, você pode construir o desenho e passá-lo no papel definitivo da arte à mão ou através de uma mesa de luz. Coloque o desenho esboçado sob o papel definitivo e o reproduza para depois executar a arte-final;
3. Passar um esboço para um papel definitivo pode ser feito sem mesa de luz se a imagem puder ser vista através do papel que está em cima. A mesa de luz pode ser adquirida em boas lojas de pintura ou improvisada com um tampo de vidro com bordas protegidas com fita crepe, colocado apoiado, em inclinação, sobre alguns livros e com uma lâmpada posicionada atrás dele. Para que o foco de luz não incida diretamente sobre sua vista, coloque uma folha de seda branca ou papel vegetal enquanto trabalha na mesa;
4. Da mesma maneira que fazemos esboços para construir ilustrações, planejamos a confecção de páginas através de um story-board (ou name) que é um rascunho da diagramação feita para se produzir páginas. Quando formos construir a página em si, de posse do story-board, faremos as marcações de enquadramento já pré-definidas, além das margens de segurança que já devem ter sido estipuladas e marcadas no papel;
5. O procedimento para desenhar uma página pode ser igual ao da confecção de uma ilustração, esboçando e depois passando as imagens em definitivo para o papel com o auxílio, ou não, de uma mesa de luz;
6. Para cenários muito detalhados que serão colocados em alguns quadros menores, o ideal é desenhá-los a parte e depois reproduzi-los ou inseri-los por computador no espaço que ocuparão, fazendo reduções de tamanho, caso seja necessário;
7. Ter mãos suadas pode ser um problema. Nesse caso, o desenhista deve ter as mãos sempre limpas e usar papel absorvente, tanto para limpá-las como para colocar sobre o desenho a fim de que este não umedeça com o calor das mesmas.


| 2 comentários

Studio Seasons no HQ e Cia.

Já está disponível no site do HQ e Cia a entrevista que demos lá.
Para quem quiser assistir o link é:

http://www.hqcia.com/alltv/studio_season/

Abraços a todos!


| 2 comentários

Curso de Mangá do Studio Seasons em Guarulhos

Amanhã, dia 3, começam as inscrições para a oficina de mangá que se realizará em Guarulhos, na Biblioteca Portuguesinha. São dez vagas e os interessados devem fazer as inscrições no local até o dia 13 de Março, apresentando seu RG, pois a idade mínima é doze anos. Serão três aulas nos dias 14, 21 e 28 de Março, das 14 às 17:00Hs. Este primeiro ciclo abordará anatomia, depois planejamos outros cursos, todos gratuitos. ^____^
O endereço da biblioteca é Rua José Lourenço Neves, s/n, no Bom Clima. Fica dentro do parque Onofre Miranda.


| 2 comentários

Vampire Kisses ( Laços de Sangue) – Ellen Schreiber e REM

Vampire Kisses pode ser definido como um excelente modelo de arte em mangá feita no Ocidente. Com uma produção totalmente fora do Japão, a série, que conta as aventuras da gótica Raven e seu namorado vampiro Alexander, não é apenas um exemplo de material feito nos EUA, mas também uma amostra que a arte do mangá pode cruzar fronteiras e ganhar personalidade local.
O traço é limpo e dinâmico, a arte é bem definida e a aplicação de retícula está totalmente ajustada ao tema, sem exageros ou faltas.
Tanto a autora tem completo domínio do conteúdo com amarrações de detalhes (mesmo numa trama básica, isso é vital!), como a desenhista mostra personalidade na sua arte – por exemplo, ao utilizar o recurso das onomatopéias típicas na arte japonesa como uma forma de apresentar as personagens, demonstrando mais do que simples absorção do estilo, mas adaptação e criatividade.
Um material muito bom como referência de estudo, mesmo para quem não curte histórias com temática gótica.


| 1 comentário

Destino Cativo / Wanted – Matsuri Hino

Os primeiros volumes de Destino Cativo e Wanted nos trazem, além dessas séries, um conjunto de pequenas histórias do início da carreira da mangaká. Optamos por falar das duas séries para que o leitor possa fazer certas comparações entre elas.
Matsuri Hino escreve histórias leves e isso, ela faz muito bem. Tanto em Destino Cativo como em Wanted, ela consegue manter um ritmo de humor suave, embora o primeiro o enfoque com mais força, pois Wanted se destaca mais pela aventura. Suas angulações de cena são boas e bem escolhidas. O interessante é observar que a diagramação de cada série sofre alterações de acordo com o conteúdo: em Destino Cativo temos uma diagramação aberta, porém mais comportada, sem grandes cortes e angulações, já em Wanted temos todas as posições de câmera utilizadas em situações de ação, ou seja, a desenhista sabe escolher muito bem a diagramação de acordo com o conteúdo.
No quesito traço, notamos uma mudança que não pode se chamar exatamente de “evolução”, pois se, em alguns aspectos, a arte dela tornou-se mais fluída, em outros perdeu em certos detalhes, como ocorreu no trabalho dos olhos, por exemplo (coisa que, muitas vezes, acontece pelo tempo limitado que força a mangaká a simplificar sua arte para render melhor!).
Matsuri sabe aplicar retículas, mas notamos cenas um pouco carregadas e isto se tornou uma marca técnica dela nesses primeiros trabalhos.
O conjunto do trabalho de Matsuri é muito bom para estudos de enquadramento e utilização de ângulos, assim como para observar a aplicação de cenários.


| 3 comentários

Grimms Mangá – Kei Ishiyama

Um excelente trabalho para ser observado pelo aspecto do “espaço disponível” dado numa obra encomendada.
O traço de Kei Ishiyama é impecável, bem definido, longo, elegante e bem detalhado – uma desenhista que sabe trabalhar bem todos os tipos de personagens indo desde crianças pequenas até idosos e animais, coisa que nem todos os mangakás (inclusive alguns muito badalados) sabem fazer com competência técnica.
Mas além do traço bem definido e da bem equilibrada aplicação de retícula, o aspecto mais marcante desse trabalho é o espaço utilizado. Ao observarmos, logo de início, vemos páginas cheias e, aparentemente, poluídas, mas quando observamos com cuidado, descobrimos uma competência para narrar detalhes utilizando um limite definido de páginas num jogo de diagramação fora do comum, que nos dá uma noção precisa da habilidade de enquadramento da autora. As páginas, tirando poucas exceções, têm oito quadros ou mais e isso nos mostra as limitações de espaço que a desenhista enfrentou para nos narrar, com precisão, os clássicos revisitados dos Grimms – outra tarefa nada fácil de fazer: pegar um clássico e lhe dar um aspecto novo sem que fique ruim.
Para os aprendizes do gênero, é uma excelente referência, tanto no aspecto traço e acabamento, como no aspecto diagramação com limitação física e todas as possibilidades exploradas em função disso. Uma verdadeira aula de diagramação!


| 2 comentários

Studio Seasons no HQ & Cia

A equipe do Studio Seasons esteve presente no programa HQ & Cia da AllTV, onde foi entrevistada por César Freitas e conversou sobre mangá nacional, produção e os novos lançamentos para 2009, entre eles a antologia Seasons pela editora HQM.
Agradecimentos à equipe da AllTV pela atenção e profissionalismo.


Fachada da AllTV.


Montserrat, César Freitas, Simone Beatriz e Sylvia Feer.


| Deixar um comentário

Entrevista no HQ & Cia

O Studio Seasons estará no programa HQ & Cia neste sábado, dia 15 de Novembro, às 15:00 hs, ao vivo, para uma entrevista sobre seus trabalhos em mangá e os novos projetos da equipe para o próximo ano. O endereço pra assistir o programa é: http://www.alltv.com.br


| Deixar um comentário
Páginas«1 ...6789101112»