A Arte de Escrever Bem

Para aqueles que estão interessados em se tornarem roteiristas, um excelente material de referência para aperfeiçoar seus trabalhos é o livro “A arte de escrever bem – um guia para jornalistas e profissionais do texto” de Dad Squarisi e Arlete Salvador, publicado pela Editora Contexto. Com uma linguagem simples e pouco mais de cem páginas, a obra explica como se pode produzir um texto, jornalístico ou não, com qualidade e conteúdo objetivo. É indicado tanto para jovens iniciantes como para escritores mais experientes.

Abaixo um pequeno trecho do capítulo “A garimpagem do óbvio – A arte de pensar”:

“A receita para escrever texto jornalístico funciona bem porque ensina a pensar. Quem já passou horas diante de uma tela em branco do computador em dúvida sobre por onde começar sabe o que é angústia… Tanta dor tem uma causa. O texto passa a existir muito antes de tomar corpo na tela. Nasce, primeiro, na cabeça do autor. A habilidade de escrever é resultado da habilidade de pensar – pensar de forma ordenada, lógica e prática. Sem esse exercício, não há como encher a tenebrosa tela branca.
Assim, gaste tempo pensando sobre o que você quer escrever e, só depois, com um roteiro à mão, sente-se à frente do traumatizante computador. Ele se transformará naquilo que é – valioso instrumento de trabalho. A fonte de onde brotarão idéias, frases inteligentes e conceitos consistentes está no cérebro. A máquina não substitui o maior e mais fascinante talento do homem, a capacidade de pensar. Graças a Deus.”


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5 respostas a A Arte de Escrever Bem

  1. cristina disse:

    EU ADORO ESCREVER

  2. Amanda disse:

    Eu até gosto de escrever, mas tenho algo muito inexplicável que eu chamo de “estória súbida”. Algo assim, tudo que eu vejo, sinto ou presencio, até mesmo notícias que assisto ou piadas que vejo, assuntos da escola… Minha mente transforma em estória – mas é claro que eu faço isso de próposito ^^” Não sei se é porque eu leio muito mangás e one-shots, ou entendo disso… Isso deveria ser bom, em partes, mas o problema é que, embora eu não esqueça o que crio, eu jamais termino ou dou continuidade.
    Isso deve – aposto que deve – acontecer com muitas pessoas. É por isso que, quando encontro alguém que saiba ou goste de escrever, peço – insisto e imploro às vezes kkkkk – pra essa pessoa escrever algo pra mim.
    Mas tenho dificuldade em trabalhar com o ritmo dos outros.
    Eu não sei se isso é um problema, mas estou lutando para acabar com ele. Porque, eu acordo pensando em uma estória e durmo pensando em outro.
    As vezes parece que minha mente vai explodir.

    Desculpem por escrever tanto e tão mal.
    Muitos Beijos ^^

    • O que você necessita é treinar o foco. Precisa parar de imaginar um monte de histórias de uma vez e começar focando numa única. Comece com algumas perguntas fundamentais: preciso dessa história? Que importância ela tem para mim? Qual o objetivo ou funcionalidade dela? Imaginar por imaginar pode ser um bom exercício criativo, mas para não virar um vício improdutivo, você deve treinar o foco também. Escolha um tema e vá até o fim com sua história. Não precisa ser nada grande. Faça algo pequeno, uma fábula, um conto, algo com poucas páginas escritas e, com o tempo, vá aumentado. Disciplina é a parceira da criatividade e, juntas, elas geram histórias.

  3. Ludmila Ramalho disse:

    Sofro do mesmo mal da Amanda, embora seja de forma mais suave. Não é qualquer coisa que me faz pensar em uma história, mas vira e mexe aparece uma ideia. Para não perder o foco, eu deixo a ideia anotada em algum caderno ou bloco de notas, pois recentemente estou conseguindo me focar em uma história cuja ideia primordial foi dada por uma de minhas melhores amigas, mas acabou se desenvolvendo de forma bem diferente do começo. Porém está tomando um bom rumo e os detalhes pensados até agora estão sendo bem satisfatórios. Muitas vezes discuto ideias com uma amiga de confiança, que me ajuda muito também, mas comecei a pensar em histórias menores ligadas a está, porque ela seria um projeto muito grande. Acredito que essas histórias mais curtas iriam me ajudar pensar no universo da história com cuidado e também a me acostumar a ele.
    Sou completamente apaixonada por escrever, e desde que descobri o blog e li as postagens, comecei a ter uma pequena esperança de que eu poderia, de alguma forma, ganhar a vida assim. Não tenho pressa, por que sei que as coisas não são assim, mas ver minhas histórias ganhando vida seria como um sonho. A remuneração é o de menos.
    Mas não sei como poderia me apresentar para alguma empresa ou editora. Confesso que sou meio leiga sobre muita coisa e ainda não entendo como funciona o mundo dos negócios, mesmo que eu já seja adulta (possuo 21 anos, apesar de parecer mais nova, o que pode ser meio chato quanto se vai ao cinema 8’DDD). Por isso, gostaria de pedir ajuda a vocês sobre o que eu deveria fazer. Se devo mostrar alguma história completa, alguma redação, essas coisas.
    Agradeço desde já pela atenção <3

    • Oi Ludmila, sim é verdade, viver de escrever não é fácil e, geralmente, tem de se conciliar outros trabalhos, como nós fazemos. Se você escreve pelo prazer de escrever isso já é algo muito positivo, mas se pretende fazer disso um trabalho mais “sério”, tem de ter disciplina, em primeiro lugar, para finalizar uma obra. Sobre apresentação de trabalhos, se for roteiro de quadrinhos, as editoras não aceitam textos; tem de ser material pronto. Veja nosso tópico sobre apresentação de trabalhos para editoras, neste blog. Agora, se for para apresentar um livro, o ideal é entrar em contato com as editoras e perguntar o procedimento que elas adotam para tal. Dependendo da situação, terá de bancar seu próprio material integralmente ou parcialmente e, em alguns casos, será responsável também pela venda de parte da edição (sim, não é fácil. Além de escrever, você banca e vende seu peixe, também). Optar por e-book também é uma opção interessante e facilita bastante. Procure se informar sobre isso. Não esquecendo que, toda vez em que for apresentar algum material para editora, deve fazer antes o registro de seu livro na Fundação Biblioteca Nacional para assegurar seus direitos autorais sobre a obra.

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